Tadeu e Arlete são funcionários públicos com cargo comissionado no Ebrap – Escritório Brasileiro de Protocolos. Tadeu é casado com a irmã de um deputado amigo do diretor-geral do Ebrap. E Arlete é prima em primeiro grau do diretor do Ebrap. Juntos, os dois complicam e burocratizam a vida de quem quer resolver qualquer problema por lá. Até a chegada de Estevão, o novo secretário administrativo do Ebrap, que quer promover a desburocratização do local. Estevão contrata Betânia, uma assessora extremamente caxias e competente. Ao perceber que o emprego e a mamata estão por um fio, Tadeu e Arlete começam a sabotar o trabalho do novo chefe e da assessora.
Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
A Culpa

Carlos e Tina são um típico casal de classe-média da década de 70, até que em um belo dia ela decide sair de casa. Diz que está cansada de viver essa vidinha mais ou menos, normatizande e normalizada, sabe que ele tem uma amante, mas não liga. Tina quer o divórcio. Carlos não aceita, discute, não compreende o porquê, a razão de Tina querer deixá-lo. Ora, se todos são assim, por que ela não pode ser também? A discussão aumenta, caminha e chega até o hall do elevador. Em um instante precioso, Carlos percebe que a porta do elevador está aberta, mas ele não está lá. É nesse momento que ele decide empurrar a mulher no fosso do elevador. Ali inicia a imensa culpa que irá torturar Carlos.
Ele tenta desviar do peso do homicídio, do peso da culpa, afirmando que o assassino de Tina não era ele, mas o fosso. Ora, quem havia matado a mulher tinha sido a queda, a queda provocada pela ausência do elevador, não ele, não o homem que a amava. Quem acompanha de perto o sofrimento e a angústia de Carlos é Isabel, amiga do casal, que chega após o enterro. Ele não aguenta o peso da culpa e dispara: "matei Tina". Mas logo volta atrás: "não, não matei. Quem matou foi o fosso." Incrédula, Isabel procura entender a posição de Carlos, entender a briga, a discussão, ver os motivos, tenta se acalmar, racionalizar o problema. Mas o ódio a consome. Por que teve que saber a verdade? Por que não acreditar que a amiga havia morrido acidentalmente?
Para completar esse angustiante triângulo, eis que surge Marta, a vizinha, a sozinha, a professora, a alcoviteira. Ela assistiu à toda cena do crime pelo olho mágico e resolve se divertir às custas de Carlos. Tudo porque ele não tinha sido um bom vizinho quando teve a chance.
Esse é o enredo de "A Culpa", filme de média-metragem escrito em 2005, filmado em 2005/2006 e prestes a sair do forno. Ele foi dirigido por um amigo, colega, excelente e premiadíssimo diretor, Cássio Pereira dos Santos.
"A Culpa" foi o primeiro roteiro que escrevi. Ganhamos uma verba do Fundo de Arte e Cultura do DF e resolvemos tocar esse projeto, que tinha "bifes" e mais "bifes" de diálogos. (Para quem não sabe, "bifes" são aqueles textos enormes ditos por um só personagem, que enchem o roteiro. O filme fica parecendo um monólogo e o ator precisa se transformar em um gênio da "decoração" de falas.)
Ainda não sei como ficou o resultado do filme, mas confio inteiramente no talento do Cássio. Aqui publico um trecho de "A Culpa", fornecido pelo diretor. Segundo ele mesmo disse na época, o material está bruto, sem decupagem, e nessa mesma época ele nem sabia se iria ou não utilizá-lo. Ah, Cássio, utiliza, vai!
Bola Fora
Argemiro, Natércio e Gomide são moradores do município fictício de Laranjal que sempre apostam juntos na loteria esportiva, mas nunca ganham. Desta vez, Argemiro acerta na mosca e o palpite do bolão é premiado. Na hora de pegar o dinheiro, Natércio e Gomide “lembram” que Argemiro não pagou a parte dele na aposta e, por isso, não merece ficar com o prêmio. Assim, a única forma que Argemiro encontra para ter direito ao dinheiro é buscando ajuda da Justiça. Bola Fora tem a exclusiva trilha sonora com os sucessos de Lindomar Castilho.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Em Nome da Honra
Brasil, 1944. O país vive intensas mudanças políticas e culturais. Anos antes, em 1930, as mulheres adquiriam pela primeira vez o direito ao voto. Em 1940, entra em vigor o novo Código Penal. Já em 1943, Getúlio Vargas consolida as leis trabalhistas, com a criação da CLT. Com isso, o movimento sindical se fortalece. Nessa época, o rádio é o principal meio de comunicação e entretenimento do país.
É nesse período que Lucinha, filha do poderoso e intransigente empresário Dorival Sampaio, se apaixona por Antônio. Ele é, por sua vez, empregado da Sabonetes Continental, a empresa de Dorival e líder do sindicato da fábrica. Os dois se casam, mas uma fatalidade acontece: Lucinha é encontrada morta ao lado de um suposto amante.
Essa é a trama apresentada pelo programa Justiça em Cena, da Rádio Justiça, com a radionovela "Em Nome da Honra", que tem como tema principal os crimes cometidos em legítima defesa da honra, em vigor no Código Penal até 2005.
Maridos que cometiam crimes contra as esposas conseguiam até a inocência com o argumento de terem a honra ferida pela traição. A justificativa, sempre favorável ao homem, discriminava as mulheres. Apenas há quatro anos, houve a retirada desse aspecto legal do Código a fim de equiparar os direitos de gênero.
Download da novela completa
É nesse período que Lucinha, filha do poderoso e intransigente empresário Dorival Sampaio, se apaixona por Antônio. Ele é, por sua vez, empregado da Sabonetes Continental, a empresa de Dorival e líder do sindicato da fábrica. Os dois se casam, mas uma fatalidade acontece: Lucinha é encontrada morta ao lado de um suposto amante.
Essa é a trama apresentada pelo programa Justiça em Cena, da Rádio Justiça, com a radionovela "Em Nome da Honra", que tem como tema principal os crimes cometidos em legítima defesa da honra, em vigor no Código Penal até 2005.
Maridos que cometiam crimes contra as esposas conseguiam até a inocência com o argumento de terem a honra ferida pela traição. A justificativa, sempre favorável ao homem, discriminava as mulheres. Apenas há quatro anos, houve a retirada desse aspecto legal do Código a fim de equiparar os direitos de gênero.
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Caiu na rede é peixe
Celino é um hacker que adora ganhar dinheiro pela internet, furtando senhas de bancos e aplicando golpes virtuais em internautas desavisados. Antes, ele contava com a ajuda do amigo Paulão, agora um hacker regenerado. Os dois se encontram todos os dias na casa de Celino e conversam sobre o tempo, os golpes e os amores que não deram certo. Num desses dias, Celino foi surpreendido ao enviar mais um de seus e-mails falsos. Uma internauta, Estela, responde ao e-mail do golpe pensando que era de um ex-namorado. Resultado: Celino acaba se apaixonando por Estela. Começa uma troca de e-mails apaixonados entre a vítima e o golpista. O que Celino não sabe é que Estela não é tão vítima assim.
Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5
Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5
Pelo Telefone
Estefânia é contratada para trabalhar no serviço de atendimento ao consumidor de uma empresa de TV a cabo. Só que o lugar desconhece as novas regras dos call centers, presentes no decreto presidencial 6.523/2008, em vigor desde 1º/12/2008. E Estefânia vai sofrer na pele, com uma insistente ligação de Reginaldo, como é viver na ignorância legal. Acompanhem os capítulos:
Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5
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Yes, nós temos radionovelas
Para começar do começo, vamos à divulgação simples e direta do que eu faço semanalmente: radionovelas. Isso mesmo, elas existem e agora já em abundância.
Ao longo de mais de dois anos, escrevo radionovelas para a Rádio Justiça FM, uma emissora pública com sede no Supremo Tribunal Federal em Brasília, direcionada às decisões do Judiciário. Com o nome “Justiça em Cena”, as novelas obtiveram uma ótima aceitação no Distrito Federal e logo foram disseminadas, por meio da internet e de retransmissoras, para o resto do Brasil. A temática das tramas é sempre voltada ao cidadão e sua relação com os diversos níveis da Justiça, passando de um conceito abstrato (o que é Justiça, corrupção e cidadania, por exemplo) até informando sobre o que fazer ou a quem procurar quando se sentir injustiçado. E, assim, buscamos desmistificar a relação do judiciário com o resto da população, evidenciando que Justiça se pratica no cotidiano.
Essa abordagem voltada ao ouvinte médio, interpretando a Justiça sem o tradicional juridiquês, fez com que o programa recebesse o Prêmio Comunicação e Justiça de Melhor Programa de Rádio em 2007 e 2008.
Em maio do ano passado, o Justiça em Cena cresceu dentro da programação da Rádio Justiça, deixando de ser mensal e passando a ter episódios semanais, mantendo cinco capítulos por episódio, com a duração média de sete a dez minutos por capítulo. A iniciativa fez com que mais rádios, prioritariamente comunitárias, se interessassem pelas novelas. Algumas delas, como a Rádio Sabiá, localizada na Região Sisaleira da Bahia, chegam a discutir o conteúdo das novelas após a apresentação dos capítulos, estimulando ainda mais o debate sobre os temas apresentados.
E a proposta do Justiça em Cena sempre foi educar, utilizando o entretenimento como isca para atrair a atenção do ouvinte. Priorizamos as comédias, que são de fácil assimilação e fortalecemos cada capítulo com um gancho para o próximo, sem deixar de lado as noções de direito e Justiça presentes no episódio.
O Justiça em Cena tem roteiro de Guilherme Macedo, direção de Viviane Yanagui e sonoplastia de Marcus Tavares. E a partir de hoje, vou publicar neste site as melhores radionovelas.
Ao longo de mais de dois anos, escrevo radionovelas para a Rádio Justiça FM, uma emissora pública com sede no Supremo Tribunal Federal em Brasília, direcionada às decisões do Judiciário. Com o nome “Justiça em Cena”, as novelas obtiveram uma ótima aceitação no Distrito Federal e logo foram disseminadas, por meio da internet e de retransmissoras, para o resto do Brasil. A temática das tramas é sempre voltada ao cidadão e sua relação com os diversos níveis da Justiça, passando de um conceito abstrato (o que é Justiça, corrupção e cidadania, por exemplo) até informando sobre o que fazer ou a quem procurar quando se sentir injustiçado. E, assim, buscamos desmistificar a relação do judiciário com o resto da população, evidenciando que Justiça se pratica no cotidiano.
Essa abordagem voltada ao ouvinte médio, interpretando a Justiça sem o tradicional juridiquês, fez com que o programa recebesse o Prêmio Comunicação e Justiça de Melhor Programa de Rádio em 2007 e 2008.
Em maio do ano passado, o Justiça em Cena cresceu dentro da programação da Rádio Justiça, deixando de ser mensal e passando a ter episódios semanais, mantendo cinco capítulos por episódio, com a duração média de sete a dez minutos por capítulo. A iniciativa fez com que mais rádios, prioritariamente comunitárias, se interessassem pelas novelas. Algumas delas, como a Rádio Sabiá, localizada na Região Sisaleira da Bahia, chegam a discutir o conteúdo das novelas após a apresentação dos capítulos, estimulando ainda mais o debate sobre os temas apresentados.
E a proposta do Justiça em Cena sempre foi educar, utilizando o entretenimento como isca para atrair a atenção do ouvinte. Priorizamos as comédias, que são de fácil assimilação e fortalecemos cada capítulo com um gancho para o próximo, sem deixar de lado as noções de direito e Justiça presentes no episódio.
O Justiça em Cena tem roteiro de Guilherme Macedo, direção de Viviane Yanagui e sonoplastia de Marcus Tavares. E a partir de hoje, vou publicar neste site as melhores radionovelas.
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